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O que fazer quando um herdeiro não quer assinar o inventário

  • Foto do escritor: Camilla Cortez
    Camilla Cortez
  • 8 de out.
  • 3 min de leitura

Quando um herdeiro não quer assinar o inventário, todo o processo de partilha pode ficar paralisado, mesmo quando os demais estão de acordo. Esse é um dos impasses mais comuns em sucessões familiares e pode transformar um procedimento simples em uma longa disputa judicial.


Mas há caminhos seguros e estratégicos para resolver o impasse e garantir que o inventário seja concluído, preservando o patrimônio e evitando desgastes entre os herdeiros.


Três pessoas de pele clara reunidas em torno de uma mesa com documentos de inventário. Um homem assina o papel, uma mulher observa preocupada e outro homem, em pé, gesticula com expressão de tensão, representando o impasse entre herdeiros durante a partilha de bens.

Entendendo o problema: o que acontece quando um herdeiro não quer assinar o inventário

O inventário extrajudicial (feito em cartório), só pode ocorrer quando todos os herdeiros estão de acordo com a partilha. Se um único herdeiro se recusar a assinar, o procedimento obrigatoriamente passa para a via judicial.

Isso não significa que o processo será impossível, apenas que será preciso resolver o conflito com a mediação de um juiz e um advogado especializado.


Principais motivos para um herdeiro não querer assinar

Existem diferentes razões para que um herdeiro se recuse a assinar o inventário. As mais comuns são:

  • Discordância sobre a divisão dos bens;

  • Falta de clareza sobre valores, imóveis ou aplicações;

  • Desconfiança em relação ao inventariante;

  • Conflitos familiares antigos;

  • Falta de orientação jurídica adequada.

Muitas vezes, o problema não é apenas jurídico, mas emocional e relacional. Por isso, antes de recorrer ao Judiciário, o ideal é tentar uma abordagem conciliatória.


O que fazer quando um herdeiro não quer assinar o inventário

1. Buscar diálogo com auxílio de um advogado especialista

O primeiro passo é contratar um advogado especializado em inventário e mediação familiar.Esse profissional atua como um facilitador de acordos, explicando os direitos de cada herdeiro e propondo soluções justas.

Em muitos casos, um bom esclarecimento jurídico é suficiente para resolver o impasse e retomar o processo no cartório.


2. Converter o inventário em judicial

Se o diálogo não for suficiente, o advogado poderá ingressar com o inventário judicial. Nesse formato, o juiz:

  • nomeia um inventariante (geralmente o herdeiro mais próximo ou escolhido pela maioria);

  • solicita a manifestação formal de cada herdeiro;

  • homologa a partilha ao final, mesmo que um dos herdeiros não concorde.

Assim, o processo não fica indefinidamente travado — apenas muda de via e segue com segurança jurídica.


3. Solicitar a substituição do inventariante (se o conflito envolver gestão dos bens)

Quando a recusa está ligada à falta de transparência do inventariante, é possível pedir judicialmente a substituição dele.O juiz pode nomear outro herdeiro ou até mesmo um inventariante dativo, garantindo que os bens sejam administrados corretamente.


4. Usar a mediação familiar para evitar litígios prolongados

A mediação é uma ferramenta eficaz e reconhecida pela lei. Com a ajuda de um mediador especializado em sucessões, as partes conseguem restabelecer o diálogo e chegar a uma solução consensual — sem precisar transformar o inventário em uma batalha judicial.


Dica prática: como prevenir esse tipo de conflito

A melhor forma de evitar que um herdeiro se recuse a assinar o inventário é organizar o planejamento sucessório em vida. Com um testamento, partilha em vida ou doação planejada, o titular dos bens deixa tudo definido com clareza e evita disputas entre os filhos ou cônjuge.


Conclusão: Quando um herdeiro não quer assinar o inventário, é natural que surjam inseguranças e atrasos.Mas, com orientação jurídica especializada, é possível resolver o impasse com estratégia, diálogo e segurança — preservando o patrimônio e evitando que a herança se transforme em conflito.


Se você está enfrentando essa situação, busque orientação de uma especialista em inventários.A assessoria correta pode ser a diferença entre um processo travado e uma partilha tranquila.



 
 
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